Esporadicamente

Intercâmbio para a Nova Zelândia

Posted on: 05/05/2014

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Algumas pessoas entram em contato comigo para tirar dúvidas sobre intercâmbio e algumas se tornam minhas amigas (ou amigos), como foi o caso do Ju (como o chamo carinhosamente por causa do “Júnior” de seu nome). Ele mora em Americana, no interior de São Paulo e queria ir para Cambridge no final do ano passado. Acabou que ele foi parar na Nova Zelândia, ficou de dezembro de 2013 até março passado e a história dele é bem legal. Vem ver!


ImagemMeu nome é Roberto Magossi Jr. e a pedido da Thay, vou tentar relatar aqui um pouco sobre o intercâmbio que fiz recentemente para a Nova Zelândia, em Auckland. Quando eu estava com a ideia de fazer a viagem, pesquisei vários blogs e textos na internet (inclusive esse e por isso conheci a Thay) para saber de pessoas que já tinham feito intercâmbio e isso me ajudou muito, e por isso quis escrever também. Acho que isso pode ser importante/útil pra alguém. 😉

TEMPO
Minha viagem não foi de duração longa, foram três meses de experiência. A primeira dúvida, de muitas, que geralmente surgem são: Qual o tempo ideal para um intercâmbio? Quanto é muito ou quanto é pouco tempo para melhorar ou aprender o inglês? Isso é bem simples, vai depender de quanto tempo e dinheiro que você tem disponível para realizar a viagem. Obviamente, quanto mais tempo ficar, mais seu inglês vai progredir e aí vem outra questão: Vale a pena fazer um curso com duração de um ou dos meses? Na minha opinião e sem dúvida alguma: SIM. A experiência que você vai ter será sensacional. É bastante comum encontrar pessoas que ficam pouco tempo, eu encontrei muita gente que ficaria apenas um mês.

PAÍS
A questão de qual país escolher também vai muito do gosto de cada um. É legal pesquisar bem os países que você esta pensando e ver o qual mais combina com você. Questões climáticas são importantes, valor da moeda, lugares para visitar, assim como sua vontade/desejo e também sua personalidade. Optei pela Nova Zelândia por diversos fatores, entre as principais: clima e o país ser bastante adepto a esportes radicais, além de ter recebido indicações positivas de pessoas que já foram para lá. O lado “não tão bom” existe em todos os casos, no meu acredito que foi ter que aguentar uma viagem de 14 horas.

MORADIA
Essa é uma das maiores dúvidas de todos. Onde ficar? Casa de nativos ou hostel? A maioria dos textos que li sobre isso na internet, ou pelo menos a maioria deles, ficavam “em cima do muro”, ou seja, diziam basicamente que os dois locais tem seus lados positivos e negativos. E acredite, é verdade, mas em partes, pois isso é relativo. Fiquei em casa de nativos e em hostel nesse período que passei lá. Vivi os dois lados. Minha preferência acabou sendo por hostel. Acredito ser bastante difícil citar pontos positivos e negativos, pois pra mim isso é relativo, como já citei. Por exemplo, em casa de família nativa (as host-families) geralmente você tem café da manhã, jantar e roupas lavadas. Em hostel não. Você tem que comprar e cozinhar sua própria comida e lavar suas roupas. Mas, por outro lado, tem mais liberdade em geral. Qual acha melhor? Viu como é relativo? Algumas pessoas podem preferir fazer sua própria comida ou preferir restaurantes, preferir lavar suas próprias roupas e etc, etc, já outras, não. Minha preferência por hostel foi por alguns motivos, como ser mais próximo ao centro e à escola.

Ao contrário da casa de família, você pode escolher o seu hostel. Fui ao Google maps, localizei minha escola e depois encontrei um hostel próximo. Tive uma ideia se o hostel era bom baseado em opiniões do TripAdvisor. Basicamente quando fiquei em casa de família (fiquei por 2 semanas), cai numa casa em um bairro distante e demorava em torno de uma hora pra chegar na escola entre ônibus e caminhada. No hostel gastava menos da metade do tempo. Não sabia cozinhar quando fui fazer a viagem. Aprendi algumas coisas lá. No hostel você faz muitos amigos e aprende muitas coisas com eles. Depois de um tempo, em um grupo de 3, íamos ao supermercado e dividíamos as compras para ficar mais barato. Às vezes cozinhávamos juntos ou dividíamos e um cozinhava para todos e os demais lavavam a louça, fazíamos o famoso “quem cozinha não lava” e funcionava bem. Quando a preguiça batia, íamos para restaurantes, já que estávamos próximos ao centro da cidade. O que mais gostei no hostel é que, assim como na escola, você faz bastante amigos e pratica bastante seu inglês. Enfim, eu gostei mais de ficar em hostel, mas também conheci gente lá que adorava a (host)casa e sua host family.

ESCOLA
Fiquei na Kaplan. Gostei muito. Optei por ela basicamente por referências de outras pessoas. Não sei sobre outras escolas, então não posso falar muito sobre. Acredito que sejam boas também! A Kaplan da NZ eu indico. Ficava na escola das 8h às 15h diariamente.

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Tente conhecer e aproveitar o máximo o país. Como tinha escola todo dia até 15h, aproveitava o resto do dia para conhecer os pontos turísticos e legais da cidade e nos finais de semana aproveitava para viajar pelo país. Geralmente fazíamos um grupo de pessoas e alugávamos carro/van ou íamos com ônibus da escola. Essa é uma das melhores partes do intercâmbio.
Na NZ conheci varias cidades da Ilha Norte (onde eu estava) e da ilha sul. Há possibilidade de conhecer países vizinhos, como a Austrália, por exemplo.

Boa sorte a todos e aproveitem cada momento!
Cheers,
Roberto.

 

PERGUNTAS

E, ficou uma pergunta no ar, né… O plano inicial não era ir para Cambridge e até por este motivo encontrou este blog? Por que mudou de opção e foi parar na Nova Zelândia?
Achei o blog meses antes, quando estava decidindo sobre a viagem e os países que gostaria de ir. Inglaterra estava entre eles, juntamente com Canadá, Austrália e Nova Zelândia. Escolhi a NZ por alguns fatores que influenciaram para mim: Clima, valor da moeda, natureza, esportes radicais e indicações de pessoas que já tinham ido.

Você conviveu com muitos brasileiros lá? Acha que atrapalhou no seu aprendizado de inglês?
Convivi com alguns brasileiros sim. Não acredito que tenha atrapalhado meu aprendizado pois sempre havia pessoas de outros países junto, então todos falavam a língua inglesa.

Sentiu muita diferença do inglês americano para o que aprendeu lá? Teve dificuldade?
A dificuldade foi no começo com o próprio inglês. Muitos termos, às vezes gírias e pessoas “falando rapidamente” foram algumas dificuldades de início. Depois você acostuma, aprende de verdade, mas a diferença para o inglês que aprendemos aqui é pouca.

Quer fazer alguma pergunta ao Ju? Mande aqui no comentário…

Beijos e espero que tenha gostado!
Thay

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