Esporadicamente

#DicadeLeitura – Intercâmbio amplia percepção

Posted on: 20/08/2014

Passar uma temporada fora do País ajuda a desenvolver uma nova visão de mundo e tornar as pessoas mais tolerantes.

Por Tatyanne de Morais

Fazer intercâmbio, independentemente da idade e do destino escolhido, pode ser muito mais do que aprender um novo idioma. Para a administradora Marina Motta, que soma 11 temporadas no exterior, mais importante do que aperfeiçoar uma língua é a experiência de ampliar a visão de mundo, que irá facilitar a compreensão da história, da cultura, da sociedade em si. “Você aprende a julgar menos e a respeitar mais as diferenças”, enfatiza.

Na Alemanha, por exemplo, onde morou em dois momentos diferentes, a jovem, de 30 anos, tornou-se amiga de um sírio. Por meio do contato direto, pôde compreender melhor a história da Síria, país que Marina pouco conhecia e tinha uma percepção construída a partir do que conferia nos meios de comunicação. “Não era mais aquilo que o jornal dizia, que eu via na televisão. Era uma visão muito mais ampla”, recorda. Após realizar intercâmbios em locais como Austrália, Alemanha, França, Canadá e Estados Unidos, Marina aprendeu a respeitar as diferenças.

Atitude também assimilada pela diretora acadêmica de uma rede de curso de inglês pernambucana Teresa Gueiros que morou e estudou na Inglaterra. “Talvez o maior ganho de um intercâmbio não seja a aquisição de uma língua, pois você pode fazer isso no Brasil, e sim a imersão, o mergulho em outra cultura”, destaca.

Em contrapartida, um intercâmbio também permite melhor compreensão da realidade da própria nação. A diretora acadêmica não duvida que a forma como passou a olhar sua cidade e o Brasil foi bastante modificada após a experiência no exterior. “Você começa a ver que a construção da cidadania não vem de fora para dentro. Observa que o cidadão é tão participante quanto o seu governo e que pode mudar a história da sua cidade”, analisa.

TOLERÂNCIA

Para Teresa, o intercâmbio desperta o senso de cidadania a partir do momento em que o indivíduo está apto a dar exemplos de tolerância, de compaixão, de aceitar a diferença. “Quando você volta para o seu país, pode dizer que mudá-lo é possível. É o primeiro passo. Aprende que as pessoas podem ser respeitadas da mesma forma, independentemente de cor, status econômico ou posição social”, aponta.

Atentos aos benefícios pessoais e profissionais que um intercâmbio pode agregar à carreira e à vida, muitos estudantes têm despertado para a necessidade de ter uma vivência fora do País. “Antigamente, as pessoas achavam que era preciso ser muito rico para fazer intercâmbio. Hoje é possível financiar a experiência em até dois anos. Não é gasto, é investimento em educação”, ressalta Marina Motta, que atualmente ocupa a gerência de uma agência de intercâmbio no Recife.

Fluente em cinco idiomas, a administradora compartilha sua experiência no livro Intercâmbio de A a Z, nome que intitula também seu blog. Na visão de Marina, com a economia em grande ebulição, o mercado de empresas de viagens tem crescido no Estado e a tendência é continuar aumentando a venda de pacotes de intercâmbio. Inclusive, como está mais acessível, a oportunidade vem sendo buscada por um público mais adulto, que não teve tempo ou condições financeiras na juventude.

Os destinos mais procurados são os de língua inglesa, como Canadá, Inglaterra e Estados Unidos. Já o tipo de curso varia de acordo com os objetivos. Pode ser um programa de férias para adolescentes, high school, que permite a imersão em um colégio local, aulas regulares do idioma, extensão universitária, ensino superior e até grupos de estudos para terceira idade. E o resultado é praticamente o mesmo. “Você sempre volta diferente de uma viagem, ainda que seja em cursos de um mês. Se absorver com intensidade o que aquela experiência pode oferecer, tudo vai agregar valor”, garante Marina.

Em relação à melhor fase da vida para o intercâmbio, é senso comum entre os especialistas de que não há idade certa para apostar no desafio. Mas de acordo com Teresa Gueiros, é preciso ter maturidade emocional suficiente para vivenciar e compreender outra cultura e outros valores. Marina Motta argumenta que é preciso ouvir o indivíduo, saber se ele está preparado, quais são seus objetivos e suas expectativas.

Veículo: Jornal do Commercio
Editoria: Educação
Data: 27/09/2013

 

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