Esporadicamente

Por que não usar equipamentos eletrônicos nos voos?

Posted on: 21/10/2014

modo aviãoQuem nunca questionou a permissão de uso de aparelhos celulares nos aviões? E qual passageiro, frequente ou não, nunca se esqueceu de desligá-lo ou deixou ligado mesmo para ouvir música, jogar, filmar, fotografar? E aí? O avião caiu? Rsrs. Acho que não, se não algumas pessoas não estariam lendo esse texto… Já soube de relatos sobre queda de aviões por este motivo? Um texto do blog Bits, do The New York Times, questiona a eficácia dos avisos que alertam sobre os riscos de se usar celulares e outros aparelhos eletrônicos durante viagens de avião. Segundo o jornal, não há evidências suficientes que mostrem que tal ação reduza de maneira relevante o risco de quedas devido à interferência dos sinais emitidos pelos equipamentos. Caso o uso de dispositivos do tipo fosse realmente perigoso, o repórter argumenta que o Departamento de Segurança Nacional e a Administração de Segurança de Transportes dos Estados Unidos sequer permitiriam que os passageiros embarcassem com eles (como fazem com líquidos, por exemplo).

De acordo com registros de companhias aéreas, o medo dos efeitos provocados pelas novas tecnologias é o principal responsável pela permanência dos avisos, especialmente quando elas utilizam sinais eletromagnéticos para se comunicar.

A obrigação de desligar aparelhos durante a decolagem e o voo são os reais responsáveis por criar interferências desnecessárias aos aparelhos das aeronaves. Quando dispositivos eletrônicos são acionados, enviam uma corrente elétrica que passam por todo o seu hardware, incluindo GPS, WiFi, microprocessador e rádio. No caso de dezenas (ou centenas) de aparelhos sendo ligados ao mesmo tempo, os sinais eletromagnéticos gerados são suficientes para provocar mais danos do que se eles estivessem ligados desde o início do voo. Com o crescimento do mercado de dispositivos portáteis e a falta de pesquisas que comprovem o risco oferecido por aparelhos digitais, talvez seja mais do que hora das companhias aéreas reverem suas políticas nesse sentido. Não acha?

Um lobby forte pró-silêncio a bordo vem das próprias operadoras. Explica-se: se alguém fizesse uma ligação a 11 mil metros de altitude e 1.000 km/h, o sinal passearia por dezenas de torres de transmissão. A implementação desse sistema forçaria a revisão de vários acordos nacionais e internacionais de roaming, um trabalhão que as operadoras aparentemente preferem evitar, favorecendo a manutenção da contestada regra atual.

E por outro lado, hoje em dia já somos tão conectados. Talvez valha a pena continuar com essa proibição.

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